Calço os meus velhos ténis de guerra e preparo-me para uma caminhada.
A caminho, sem saber em que pensar , começo a contar as pedras da calçada e, até mesmo, a olhar para os ténis...a quantos lugares já me levaram, a quanto já assistiram e mais uma vez aqui estão eles para me levarem a algum lugar incerto.De vez em quando desapertam-se de maneira a sentirem-se soltos mas sempre juntos.
Tenho-me sentido em cima,em baixo,no meio...continuo a perseguir os meus objectivos mas odeio ter que olhar por cima e para além do meu ombro.Pensar no quanto poderia ter feito e não fiz, no que poderia ter vivido e não vivi, nos sorrisos e gargalhadas que poderia ter dado e em vez disso chorei.
Continuo a ser eu e depois de tomada a decisão gosto da sensação de ter que me deitar na cama que fiz apesar de não ser a cama de rosas desejada.Aliás, é como gostar do nosso velho par e calças de ganga; queremos usar, sujar, lavar, passar...usar, sujar, lavar, passar...usar... . O que quero dizer com isto? É simples. Surge a situaçao nova, boa ou má, choramos ou rimos, erguemos a cabeça e seguimos em frente. Esta, talvez, seja a monotonia do sentimento em que vivo neste momento.
Mas, contudo, continuo a caminhar na esperança de que os meus velhos ténis de guerra me levem a um lugar novo e inesperado de maneira a fazer companhia às minhas velhas calças de ganga pois é aí que se encontra um dos grandes desafios da vida...saber combinar o que temos com o que nos é dado e fazer com que seja apreciado pelos outros que passam e vêem e principalmente por nós, uma vez que somos nós temos estes dois «amigos» inseparaveis.
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