São em momentos como estes que vemos onde estão aqueles que realmente nos querem bem.
Estava no trabalho quando me comecei a sentir zonza e mal disposta, avisei a colega mas acho que não chegaram a tempo.... quando acordei pensei: «Esperem lá, porque está este pessoal todo a minha volta? Porque estão todos tão nervosos?» Upsss.... tinha caído para o lado. A agitação era constante, o que me deixava mais nervosa ainda, por não conseguir perceber o que se estava a passar comigo e com o meu corpo, que não tinha reacção.
Não queria mas lá fui eu para as urgências...estava a sentir-me melhor o que não via necessidade de ir para lá.Mas enfim...afinal sempre era preciso porque o exame bioquimico acusou algo e os electrocardiogramas mais ainda; se um dizia mata o outro dizia esfola.
A sensação de estar ligada a máquinas para ver o «nível» da preguiça do teu coração não é propriamente como a ida ao cinema para ver o tão esperado filme do ano ainda mais se estiveres levado com um frasco «industrial» de soro mas já prontinho para levar com outro; continua a não ser propriamente as pepsis que nos acompanham ao longo do filme... pensamos e repensamos que aos 25 anos vês a tua vida a andar para trás e que ainda tens pelo menos mais de metade da vida para enfrentar, com ou sem dificulades, com derrotas que te levam a reagir até alcançares a tão desejada vitória...
Bom, com isto tudo tive lá doze horas , os meus braços pareciam regadores de plantas, aliás a enfermeira até me deu uma boa ideia... ir para o jardim, beber água, abrir os braços e eis o meu novo «part-time»... regar jardins.
Mas o mais importante é que, mais uma vez , a minha família e os meus amigos estavam lá para me dar o apoio que tanto estava a precisar.Qualquer dia já têem o direito de me cobrar...
A vocês um muito obrigada e como tinha dito ao início, são nestes pequenos momentos que se vê onde estão os que nos querem bem ou mesmo até os que se preocupam minimamente porque perguntaram simlpesmente «já estás melhor?»
CF
segunda-feira, 31 de março de 2008
terça-feira, 25 de março de 2008
Os meus velhos ténis de guerra
Calço os meus velhos ténis de guerra e preparo-me para uma caminhada.
A caminho, sem saber em que pensar , começo a contar as pedras da calçada e, até mesmo, a olhar para os ténis...a quantos lugares já me levaram, a quanto já assistiram e mais uma vez aqui estão eles para me levarem a algum lugar incerto.De vez em quando desapertam-se de maneira a sentirem-se soltos mas sempre juntos.
Tenho-me sentido em cima,em baixo,no meio...continuo a perseguir os meus objectivos mas odeio ter que olhar por cima e para além do meu ombro.Pensar no quanto poderia ter feito e não fiz, no que poderia ter vivido e não vivi, nos sorrisos e gargalhadas que poderia ter dado e em vez disso chorei.
Continuo a ser eu e depois de tomada a decisão gosto da sensação de ter que me deitar na cama que fiz apesar de não ser a cama de rosas desejada.Aliás, é como gostar do nosso velho par e calças de ganga; queremos usar, sujar, lavar, passar...usar, sujar, lavar, passar...usar... . O que quero dizer com isto? É simples. Surge a situaçao nova, boa ou má, choramos ou rimos, erguemos a cabeça e seguimos em frente. Esta, talvez, seja a monotonia do sentimento em que vivo neste momento.
Mas, contudo, continuo a caminhar na esperança de que os meus velhos ténis de guerra me levem a um lugar novo e inesperado de maneira a fazer companhia às minhas velhas calças de ganga pois é aí que se encontra um dos grandes desafios da vida...saber combinar o que temos com o que nos é dado e fazer com que seja apreciado pelos outros que passam e vêem e principalmente por nós, uma vez que somos nós temos estes dois «amigos» inseparaveis.
A caminho, sem saber em que pensar , começo a contar as pedras da calçada e, até mesmo, a olhar para os ténis...a quantos lugares já me levaram, a quanto já assistiram e mais uma vez aqui estão eles para me levarem a algum lugar incerto.De vez em quando desapertam-se de maneira a sentirem-se soltos mas sempre juntos.
Tenho-me sentido em cima,em baixo,no meio...continuo a perseguir os meus objectivos mas odeio ter que olhar por cima e para além do meu ombro.Pensar no quanto poderia ter feito e não fiz, no que poderia ter vivido e não vivi, nos sorrisos e gargalhadas que poderia ter dado e em vez disso chorei.
Continuo a ser eu e depois de tomada a decisão gosto da sensação de ter que me deitar na cama que fiz apesar de não ser a cama de rosas desejada.Aliás, é como gostar do nosso velho par e calças de ganga; queremos usar, sujar, lavar, passar...usar, sujar, lavar, passar...usar... . O que quero dizer com isto? É simples. Surge a situaçao nova, boa ou má, choramos ou rimos, erguemos a cabeça e seguimos em frente. Esta, talvez, seja a monotonia do sentimento em que vivo neste momento.
Mas, contudo, continuo a caminhar na esperança de que os meus velhos ténis de guerra me levem a um lugar novo e inesperado de maneira a fazer companhia às minhas velhas calças de ganga pois é aí que se encontra um dos grandes desafios da vida...saber combinar o que temos com o que nos é dado e fazer com que seja apreciado pelos outros que passam e vêem e principalmente por nós, uma vez que somos nós temos estes dois «amigos» inseparaveis.
sábado, 1 de março de 2008
Um dia vou-me sentir sábado à noite
Sinto-me como uma segunda-feira. Aquele dia aborrecido, desanimador por ser o início da semana quando se tem cinco dias de trabalho pela frente.É assim que me sinto. Desanimada, aborrecida, triste...
Estou a tentar iniciar uma fase nova na minha vida, quero estar sossegada no meu canto sem ninguém para me tirar do sério.Quero, simplesmente, viver a minha vida, seguir dia após dia.Não quero chorar mais apesar de me estar a custar bastante.Foram seis anos cheio de altos e baixos,com momentos bons como momentos maus.É difícil pensar no dia-a-dia sem a pessoa que ama-mos mas tudo na vida não se consegue sem esforços e eu nãovou desistir de tentar ser minimamente feliz. Sei que ainda faltam alguns dias para sábado à noite mas também sei que esse dia vai chegar.
«I don't like mondays...i'm gonna shoot the all day down»
Estou a tentar iniciar uma fase nova na minha vida, quero estar sossegada no meu canto sem ninguém para me tirar do sério.Quero, simplesmente, viver a minha vida, seguir dia após dia.Não quero chorar mais apesar de me estar a custar bastante.Foram seis anos cheio de altos e baixos,com momentos bons como momentos maus.É difícil pensar no dia-a-dia sem a pessoa que ama-mos mas tudo na vida não se consegue sem esforços e eu nãovou desistir de tentar ser minimamente feliz. Sei que ainda faltam alguns dias para sábado à noite mas também sei que esse dia vai chegar.
«I don't like mondays...i'm gonna shoot the all day down»
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