sábado, 26 de abril de 2008

Dá-me um pouco dessa tua determinação.


fada - Recados Para Orkut

Baixo a cabeça à Lua por reconhecer que sabe como lidar com o mistério proporcinado por si mesma. Por saber que aconteça o que acontecer, ela estará lá sempre no topo sem se preocupar com o que possa vir porque sabe que depois de um dia inteiro de espera, a hora dela chegará e, aí sim, aparecerá, pronta para mostrar ao mundo tudo o que de bom que tem para mostrar.
Deixando-me deslizar, suavemente, por pensamentos que me levam a um turbilhão de emoções,não consigo chegar a qualquer tipo conclusão do meu estado de espírito neste momento, tornando-se, assim, um mistério por desvendar que nem eu própria entendo como o alcancei.Gostaria de poder concluir os pensamentos em relação aos meus sentimentos mas dado que não consigo, procuro, ao menos, tentar organiza-los, coisa que também confesso que não é fácil.
Observando a infinita beleza da lua, questiono-me se seria a vida este autentico desafio em que vivo, se fosse de outro modo?
Procuro achar nela respostas que ao menos me possam dar uma pista de como poder lidar com este tipo de situação.Mas como é obvio, não passa de mais um momento de puro comodismo meu, para poder fugir à tão desejada resposta.Será que é medo de encara-la? Não ouso duvidar de tal, provavelmente por saber que envolve novos sentimentos.
Sinto-me triste por não chegar a nenhuma conclusão porque sendo assim fico limitada a dar outro passo... penso não estar capaz de gostar de alguém como gostaria.Tenho medo ... talvez seja essa a forma mais concreta de o dizer.
Sei que tudo vai correr bem pois continuo com a minha boa e imprescindível disposiçao.
Apenas vou viver e esperar para ver pois afinal sempre é motivo para se esboçar um sorriso quando simplesmente te dizem«pois é...estás muito bonita sabias?»

domingo, 20 de abril de 2008

A minha música de momento



«Congelar» os momentos que me fazem bem e me fazem sorrir para que chorar porque não ha segundas oportunidades na vida!

Queria poder ser como tu!

Recados Para Orkut



Custa-me a acreditar que já lá vão sete anos e continuo a sentir a tua falta como se fossem os primeiros dias em que tiveste que ir embora sem dizer adeus.
É inacreditável como continuo a reviver momentos que passamos juntas como se tivessem sido ontem e em como nos tornámos cúmplices quando descobriste essa maldita doença.
Que sensação maravilhosa que era chegar a casa depois da escola e saber que iria ter a tua companhia para almoçar pois estavas a minha espera; sentavas á minha beira e até ria-mos de situações caricatas que se tinham passado; eu perdia-me a olhar para ti...
Lembro-me do apoio que tu me davas quando pensava em desistir do curso que tanto queria fazer; o quanto tu batalhas-te para que eu e os manos pudessemos estudar e ter noção do que são objectivos a alcançar.
Admiro-te pela grande lutadora que foste, admiro-te pela força que transmitis-te admiro-te por nunca teres desistido de nós e principalmente porque nunca nos quises-te moldar á tua imagem mas sim ensinas-te-nos a sermos nós próprios dentro dos parâmetros do que era correcto.
Abdicas-te de uma vida só tua por nossa causa e mostra-te-nos que nem tudo na vida era mau, pelo contrário, ensinas-te-nos que podíamos tirar proveito das situações que nos pudessem parecer mais desanimadoras.
Contigo aprendi a dar valor ao trabalho e que nada se consegue sem esforço.Aprendi que não devemos pisar os outros para alcançar objectivos apesar de muitos o fazerem e não me arrependo de não o fazer para conseguir o que quero.Prefiro não ter.
Sempre nos ensinas-te que todo o sim tem uma razão assim como o não; não é sim porque quero ou não é não porque eu estou a dizer que é não.
Poderia estar para aqui escrever tudo aquilo que significas para mim mas certamente todo este espaço que me dão não chegaria.
Sinto muito a tua falta mesmo até de quando me ralhavas.Claro que não entendia o porquê mas nós quando somos adolescentes só queremos entender o que nos convém.Mas agora que não sou mais criança sei perfeitamente tudo o que querias dizer porque sou capaz de o entender.
Sei que estou a escrever isto e que nunca vais poder ler mas também sei que estejas onde estiveres estás sempre aqui ao pé de mim!
Avó...pela oportunidade que me deste na vida de ter um lar, de ser quem sou e por tudo o que me ensinas-te , eu admiro-te, eu agradeço-te e acima de tudo eu amo-te e continuarei a amar-te mesmo que tu não estejas aqui.
Avó, «invejo-te» por não ser ou nunca na vida vir a ser como tu!

segunda-feira, 31 de março de 2008

A vocês ... muito obrigada!

São em momentos como estes que vemos onde estão aqueles que realmente nos querem bem.
Estava no trabalho quando me comecei a sentir zonza e mal disposta, avisei a colega mas acho que não chegaram a tempo.... quando acordei pensei: «Esperem lá, porque está este pessoal todo a minha volta? Porque estão todos tão nervosos?» Upsss.... tinha caído para o lado. A agitação era constante, o que me deixava mais nervosa ainda, por não conseguir perceber o que se estava a passar comigo e com o meu corpo, que não tinha reacção.
Não queria mas lá fui eu para as urgências...estava a sentir-me melhor o que não via necessidade de ir para lá.Mas enfim...afinal sempre era preciso porque o exame bioquimico acusou algo e os electrocardiogramas mais ainda; se um dizia mata o outro dizia esfola.
A sensação de estar ligada a máquinas para ver o «nível» da preguiça do teu coração não é propriamente como a ida ao cinema para ver o tão esperado filme do ano ainda mais se estiveres levado com um frasco «industrial» de soro mas já prontinho para levar com outro; continua a não ser propriamente as pepsis que nos acompanham ao longo do filme... pensamos e repensamos que aos 25 anos vês a tua vida a andar para trás e que ainda tens pelo menos mais de metade da vida para enfrentar, com ou sem dificulades, com derrotas que te levam a reagir até alcançares a tão desejada vitória...
Bom, com isto tudo tive lá doze horas , os meus braços pareciam regadores de plantas, aliás a enfermeira até me deu uma boa ideia... ir para o jardim, beber água, abrir os braços e eis o meu novo «part-time»... regar jardins.
Mas o mais importante é que, mais uma vez , a minha família e os meus amigos estavam lá para me dar o apoio que tanto estava a precisar.Qualquer dia já têem o direito de me cobrar...
A vocês um muito obrigada e como tinha dito ao início, são nestes pequenos momentos que se vê onde estão os que nos querem bem ou mesmo até os que se preocupam minimamente porque perguntaram simlpesmente «já estás melhor?»

CF

terça-feira, 25 de março de 2008

Os meus velhos ténis de guerra

Calço os meus velhos ténis de guerra e preparo-me para uma caminhada.
A caminho, sem saber em que pensar , começo a contar as pedras da calçada e, até mesmo, a olhar para os ténis...a quantos lugares já me levaram, a quanto já assistiram e mais uma vez aqui estão eles para me levarem a algum lugar incerto.De vez em quando desapertam-se de maneira a sentirem-se soltos mas sempre juntos.
Tenho-me sentido em cima,em baixo,no meio...continuo a perseguir os meus objectivos mas odeio ter que olhar por cima e para além do meu ombro.Pensar no quanto poderia ter feito e não fiz, no que poderia ter vivido e não vivi, nos sorrisos e gargalhadas que poderia ter dado e em vez disso chorei.
Continuo a ser eu e depois de tomada a decisão gosto da sensação de ter que me deitar na cama que fiz apesar de não ser a cama de rosas desejada.Aliás, é como gostar do nosso velho par e calças de ganga; queremos usar, sujar, lavar, passar...usar, sujar, lavar, passar...usar... . O que quero dizer com isto? É simples. Surge a situaçao nova, boa ou má, choramos ou rimos, erguemos a cabeça e seguimos em frente. Esta, talvez, seja a monotonia do sentimento em que vivo neste momento.
Mas, contudo, continuo a caminhar na esperança de que os meus velhos ténis de guerra me levem a um lugar novo e inesperado de maneira a fazer companhia às minhas velhas calças de ganga pois é aí que se encontra um dos grandes desafios da vida...saber combinar o que temos com o que nos é dado e fazer com que seja apreciado pelos outros que passam e vêem e principalmente por nós, uma vez que somos nós temos estes dois «amigos» inseparaveis.

sábado, 1 de março de 2008

Um dia vou-me sentir sábado à noite

Sinto-me como uma segunda-feira. Aquele dia aborrecido, desanimador por ser o início da semana quando se tem cinco dias de trabalho pela frente.É assim que me sinto. Desanimada, aborrecida, triste...
Estou a tentar iniciar uma fase nova na minha vida, quero estar sossegada no meu canto sem ninguém para me tirar do sério.Quero, simplesmente, viver a minha vida, seguir dia após dia.Não quero chorar mais apesar de me estar a custar bastante.Foram seis anos cheio de altos e baixos,com momentos bons como momentos maus.É difícil pensar no dia-a-dia sem a pessoa que ama-mos mas tudo na vida não se consegue sem esforços e eu nãovou desistir de tentar ser minimamente feliz. Sei que ainda faltam alguns dias para sábado à noite mas também sei que esse dia vai chegar.


«I don't like mondays...i'm gonna shoot the all day down»

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Ai que inquietação...

Por vezes, deparo comigo a pensar no porquê de se falar da nossa vida como se fosse a novela do horário nobre da tv. Faz-me pensar que não há o mínimo respeito pela vida alheia...aliás eu já não penso, eu obtive uma certeza numa tarde completamente imprevisível como tantas outras.
Se fosse com a amiga ,acreditem que passava por despercebida, apenas surgeria o sorriso derivado de um cumprimento de uma colega comum de trabalho.Mas como não era a amiga que ia comigo, os sorrisos maliciosos e os comentários começaram a surgir deixando mesmo de se trabalhar para se prestar atenção ao que se passava.
Acabo por me sentir mal com a situação por saber que somos colegas de trabalho e os comentários daqui a uns dias virão em peso. As pessoas acabam por estragar as amizades quando se prestam a papeis destes. Mas, o que mais me deixa chateada em relação a isto tudo, são pessoas que têm praticamente a nossa idade, idade suficiente para saber que a era do tempo de falatório foi em anos, que provavelmente, nao havia tv.
A sério, custa-me a acreditar como é que jovens têm um pensamento tão mediucre nos tempos que correm. Ás vezes penso que só se fala da vida dos outros quando a própria vida é algo vazia, que não tem nada que falar e que procuram viver os momentos dos outros para fugirem ás proprias frustações. Estou mesmo convicta de que a única razão seja essa.
Mas muito sinceramente, embora não seja crente do que vou dizer agora, ás vezes prefiro que falem de mim pois é sinal que a minha presença ou mesmo ausência, faz diferença na vida dos outros.Só tenho é pena que ao falarem de mim, envolva outras pessoas que por mais simples que sejam nao passam ao lado. Mas acreditem, nesse dia aprendi que é através da simplicidade que se encontram as grandes respostas e se tomam grandes atitudes para que tudo nos passe ao lado.
Para ti um obrigado por me ensinares em tão pouco tempo e inconscientemente como lidar com certas situações.